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Trabalho com laptops

Ainda Estamos nos Divertindo?

Vivemos em uma geração cansada, evidenciada pelos problemas de saúde relacionados ao excesso de trabalho e exaustão. Apesar de termos uma sociedade voltada ao entretenimento, parece que não compreendemos mais o verdadeiro descanso. A Bíblia revela que Deus foi o primeiro a descansar após criar o mundo, não porque Ele precisasse, mas para estabelecer um ritmo de trabalho e descanso. Esse descanso é uma necessidade para o crescimento e maturidade, mas muitas vezes o substituímos por lazer e diversão, que não podem satisfazer a necessidade profunda de descanso da alma. Portanto, devemos buscar um descanso genuíno que vai além do entretenimento superficial.

Olinda, 06 de maio de 2023

    Tenho a impressão de que somos uma geração cansada. Há um número enorme de evidências disso em intocáveis artigos sobre problemas de saúde relacionados a excesso de trabalho e exaustão. Workaholic é uma palavra moderna. Por mais dispostos a trabalhar duro que estejamos em nosso mundo competitivo, parece que sempre há alguém disposto a trabalhar algumas horas a mais que nós.
    O estranho em relação a nossa fadiga geral é fato de sermos uma sociedade tão voltada ao divertimento. Temos aquilo que chamado de indústria do entretenimento, e ela está entre as mais rentáveis de nossa economia. Empresas inteiras, organizações e cadeias de lojas de varejo se dedicam a fornecer os bens com os quais as pessoas podem buscar diversão e bons momentos.
    É bem provável que tenhamos mais tempo para lazer do que jamais tivemos. Assim, como é possível haver tanta exaustão é uma prova de que não entendemos mais o que é descanso genuíno, que é diferente da busca pelo entretenimento?
    Existe uma versão Bíblica do descanso que precisa ser exposta e examinada. Na verdade, a Bíblia revela que o próprio Deus foi o primeiro a descansar. ''No sétimo dia Deus já havia concluído a obra que realizara, e nesse dia descansou''. Um comentário ainda mais esclarecedor é feito por Moisés em Êxodo 31:17: ''Pois em seis dias o Senhor fez os céus e a terra, e no sétimo dia ele descansou''. Uma tradução literal sugere a frase ''Deus se renovou''.
    Será que Deus realmente precisava de descanso? é claro que não! Mas ele optou por descansar? Sim. Por quê? Porque sujeitou a criação a um ritmo de descanso e trabalho que revelou ao dar o exemplo de como cumprir esse ritmo, abrindo um precedente para todas as pessoas. Dessa maneira, ele nos mostrou uma chave para ordenar nosso mundo particular.
    Esse descanso não tinha o propósito de ser um luxo, mas, em vez disso, uma necessidade para aqueles que querem crescer e atingir a maturidade. Uma vez que não entendemos que o descanso é uma necessidade, pervertemos seu significado, substituindo o descanso inicialmente demonstrando por Deus por coisas que chamamos de lazer e diversão.
    Não critico de modo algum buscar momentos de diversão, alegria, riso e recreação. Apenas sugiro que essas coisas, por si sós, não trarão à alma e restauração de que necessitamos. Muito embora elas possam fornecer um tipo de descanso momentâneo para o corpo, não satisfarão a necessidade profunda de descanso pertinente ao mundo Particular.

 

Autor: Gordon Macdonald

    “Não tenho tempo…”. Essa é a típica expressão tem se tornado comum hoje em dia e, na maioria das vezes, falamos sem pensar nos motivos pelos quais estamos sem tempo. Este, em nossa vida contemporânea, tem se tornado cada vez mais escasso e na ordem de prioridades, infelizmente, é muito comum que a vida devocional seja a primeira a ser sacrificada dentro da Igreja.
Temos tempo para tudo aquilo que priorizamos, e se você não tem tido tempo de comunhão com Deus, então é porque você tem priorizado outras coisas. Na Parábola do Grande Banquete, Jesus nos ensina lições que nos fazem refletir:
    “Jesus respondeu: “Certo homem estava preparando um grande banquete e convidou muitas pessoas. Na hora de começar, enviou seu servo para dizer aos que haviam sido convidados: ‘Venham, pois tudo já está pronto’. “Mas eles começaram, um por um, a apresentar desculpas. O primeiro disse: ‘Acabei de comprar uma propriedade e preciso ir vê-la. Por favor, desculpe-me’. “Outro disse: ‘Acabei de comprar cinco juntas de bois e estou indo experimentá-las. Por favor, desculpe-me’. “Ainda outro disse: ‘Acabo de me casar, por isso não posso ir’.” 
    Veja que de fato, sabemos que estes três motivos (comprar uma propriedade; comprar bois e se casar) não eram pecados, mas coisas lícitas. Porém, um dos nossos maiores erros é o de pensar que “não precisamos ponderar muito” quando as fazemos, por sabermos que não são erradas, e com isso, acabamos negligenciando a forma como fazer e administrar o tempo para estas coisas, perdendo o foco das nossas prioridades em dada estação. E isso é perigoso!
    Mais adiante, Jesus termina nos ensinando no versículo 24: “Eu digo a vocês: Nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete“. Vemos que a consequência das escolhas daqueles homens acabou por privá-los de provar do banquete.
    O ensino tirado dessa história é que nós também seremos privados de experimentar grandes e maravilhosas coisas em Deus se não soubermos administrar nosso tempo. Se deixarmos que as coisas desta terra se tornem o centro de nossas vidas ao ponto de não termos um tempo de qualidade de comunhão e de relacionamento com Deus. E sem intimidade não há crescimento, não há desenvolvimento, não há nutrição, não há fruto!
    Analise o que tem sido priorizado na sua vida. Liste suas prioridades, peça ajuda ao Espírito Santo para administrá-las e separe um tempo de qualidade para Ele. Evite gastar seu tempo com conversas inúteis que não te edificam, coisas que aparentemente podem ser boas, mas que não são necessárias. Você verá que existe sim tempo para tudo, principalmente para a comunhão com o Senhor e com o Corpo de Cristo.
    Sabe, quando queremos muito algo, quando vamos viajar para a praia, por exemplo, e é necessário acordarmos as 3 horas da manhã para irmos, não medimos esforços e tiramos tempo até da onde não tem, simplesmente por colocarmos aquilo como PRIORIDADE no momento.
    “Sim, “tudo é permitido”, porém nem tudo é proveitoso. Sim, “todas as coisas são lícitas”, contudo nem todas são edificantes”. – 1 Coríntios 10:23.

 

Autor: Júlia Pernomian

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